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30 Ago, 2017

PRESIDENTE DA FENASAÚDE FALA SOBRE OS DESAFIOS DO SETOR

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Solange Beatriz Palheiro Mendes, Presidente da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), esteve no 2º Congresso Internacional de Gestão em Saúde ABRAMED, onde apresentou aos participantes, representantes de entidades, instituições e Governo, a atual situação do setor de planos de saúde privados.
A queda de beneficiários, ao contrário do que deveria ocorrer, não impactou na diminuição das despesas (principal indicador deste segmento), pelo contrário:

– De julho/16 a julho/17, os planos médicos tiveram queda de 1,4% no total de beneficiários (47,4 milhões de beneficiários).

– 2016 teve alta de 11,7% na receita em relação a 2015 (160,5 BI)

– E no mesmo ano a despesa aumentou 13,6% (133,7 BI)

Neste contexto, o Blog You Care fez uma breve entrevista com Solange abordando a sustentabilidade do setor e os possíveis novos modelos de pagamento:

YC: Há 10 anos, a FenaSaúde vem representando um número expressivo de operadoras de saúde privadas no Brasil. Muitos são os desafios: regulação, novas tecnologias, custos de prestação elevados, má utilização dos recursos, doenças crônicas, aumento da expectativa de vida, entre outros. Como o setor de medicina diagnóstica pode contribuir com as operadoras para garantir a sustentabilidade do setor?

Solange: Entendemos que todos que atuam no setor de saúde suplementar devem trabalhar com foco em evitar a má utilização dos recursos, em especial quando isto pode causar danos ao paciente. Um dos principais desafios é impedir o aumento dos custos assistenciais provenientes de desperdícios. E esse desafio deve ser enfrentado por todos os agentes dessa cadeia, inclusive a medicina diagnóstica.

Já faz parte da gestão das operadoras o combate aos desperdícios e fraudes em prol do cuidado à saúde dos beneficiários, e como forma de diminuir a escalada dos custos na área médica. O combate ao desperdício é uma prática do dia a dia das operadoras, que buscam junto aos profissionais de saúde a conscientização de que os excessos de procedimentos podem trazer prejuízo ao cuidado à saúde, quando os pacientes são submetidos a procedimentos desnecessários que também acabam por onerar as despesas assistenciais. No fim, além do dano à saúde, esse gasto adicional contribui para aumentar o valor das mensalidades dos planos.

Para combater eventuais fraudes e desperdícios na realização de procedimentos médicos, as associadas à FenaSaúde realizam uma série de ações e cobram postura semelhante dos demais atores da cadeia de saúde. Dentre as medidas realizadas pelas empresas, está a segunda opinião médica que é fundamental para preservar a integridade física e mental dos pacientes, evitando que se tornem vítimas de intervenções desnecessárias, inclusive cirúrgicas; e cobrar transparência dos preços cobrados pela indústria da saúde. A junta médica e odontológica, conforme preconizado pela regulamentação da ANS, também pode ser necessária para dirimir as divergências entre a operadora e o profissional de saúde assistencial, para decidir sobre a pertinência ou não no pedido.

YC: Qual a opinião das operadoras sobre os modelos de remuneração Capitation, Bundled Services e DRG, que vem sendo estudados fora do Brasil? Você vê essa possibilidade no em nosso país, especialmente na área laboratorial e hospitalar? Cite as iniciativas da entidade nesse sentido.

Solange: De maneira geral, a adoção de modelo único não será suficiente para a realidade brasileira, ao menos no curto prazo.

Diante desta crise que provocou a evasão de beneficiários e do aumento recorde de custos assistenciais, é imprescindível que os planos de saúde e os serviços de saúde, testem novos modelos de remuneração que levem em conta a qualidade do serviço prestado e não mais a quantidade de procedimentos realizados.

Atualmente o que prevalece é o fee for servisse (pagamento por serviços). Neste modelo, quanto mais insumos e procedimentos forem utilizados na rede de serviços de saúde, maior será a remuneração. Isto estimula o desperdício e o aumento de custos para os planos. É preciso discutir o tema remuneração de forma mais aprofundada, com foco na sustentabilidade do setor. O modelo diferenciado de remuneração deve também estar alinhado a um novo modelo de assistência.

Entre os modelos que já estão sendo utilizados em outros países, vale destacar:

Capitation: valor fixo de remuneração para o médico/clínica de acordo com o número de beneficiários sob sua responsabilidade. O valor da remuneração é baseado na expectativa de uso dos serviços de saúde.

Pagamento por performance: oferece incentivos (ou punições) financeiras para prestadores de serviços que atingem determinados resultados (desfechos clínicos).

Orçamento global: meta ou limite para o gasto da unidade de saúde.

Diagnosis-related groups (DRG): pagamento por casos, classificados em grupos homogêneos no padrão de consumo de recursos. Baseia-se na classificação exaustiva do caso específico do paciente e pagamento por taxa básica multiplicada pelo peso do custo relativo de cada caso.

Bundle: DRG + honorários médicos + intercorrências

  • 30 Ago, 2017
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