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10 Mai, 2017

HEALTHCARE DESIGN THINKING = INOVAÇÃO NA PRÁTICA

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Todos os dias podemos pensar em soluções para resolver problemas simples ou complexos, seja em nossa rotina de trabalho ou para nossos clientes. Mas como colocá-los em prática, na área da saúde, da mesma forma que grandes empresas como Google, Apple e Sansung?

Pensando nisso, o InRad, em parceria com a Trampolim Academy e a Berrine Ventures, promovem pela segunda vez, a HEALTHCARE DESIGN THINKING LAB, uma imersão para aprender na prática como desenvolver soluções em uma abordagem focada na SAÚDE e, além disso, desenvolver um novo modelo mental para FAZER inovação.

Conversamos com Dra. Marisa Madi, diretora do Centro de Estudos Inrad e André Diniz Moraes, facilitador do curso para trazer mais detalhes sobre o tema e incentivá-los a pensar e fazer inovação.

YC: O que é design thinking?
André: Design Thinking é uma abordagem para resolver problemas complexos, de qualquer área ou natureza, seja de ordem mais estratégica ou até mesmo mais específica como um produto, serviço ou processo.
YC: Onde o conceito de Design Thinking começou e qual foi a primeira inovação realizada a partir dessa metodologia?

André: O Design Thinking nasceu em Stanford e tem como principal referência, a IDEO, que foi difusora da metodologia ao redor do mundo.

YC: Pode-se afirmar que a técnica de design thinking é totalmente aplicada à área da saúde ou existe alguma diferença em relação aos outros setores?

André: É totalmente aplicada ao setor de saúde, pois ela foi projetada desde o princípio para resolver problemas de qualquer natureza.

YC: O que o setor de saúde tem a ganhar com o design thinking? Quais os cases de sucesso você citaria e existe algum país e/ou instituição e/ou segmento que esse conceito está mais amadurecido?

André: O setor de saúde pode ter uma nova metodologia em mãos para redesenhar estratégias de forma inovadora, otimizar e inovar em processos internos, melhorar a experiência de serviço para agregar mais valor ao paciente, além de criar um novo modelo mental orientado a inovação que extremamente necessário a velocidade das mudanças em que vivemos atualmente.
Os 3 cases mais conhecidos são a Kaiser Permanente, a Mayo Clinic e a GE Healthcare, que já utilizam a bastante tempo, sendo os principais cases de referência no setor.

YC: O curso HEALTHCARE DESIGN THINKING LAB acontecerá durante um dia inteiro, uma imersão em inovação na prática. O que você espera que os participantes aprendam?

André: Primeiramente, eles vão desenvolver uma nova forma de pensar e fazer inovação, é quase como se fosse uma reprogramação da mente para colocar de lado velhos paradigmas e preconceitos, e colocar a mão na massa para fazer a inovação acontecer. Além disso, eles aprenderão todo o processo do Design Thinking de forma prática, com o uso de diversas técnicas e ferramentas que são comumente usadas nos trabalhos.

YC: O Tema Design Thinking ainda é relativamente novo no Brasil. Como você vê a adoção dessa metodologia em nosso sistema de saúde?

Dra. Marisa: O design thinking está entrando gradativamente nas instituições de saúde. Já começo a ouvir a respeito de projetos, inclusive relacionados a políticas de saúde e regulação do sistema, que estão utilizando essa metodologia. Vejo que ela nos propõe um novo caminho de raciocinar a identificação e solução de problemas. Para a área da saúde, destaco duas vantagens: ela nos ajuda a ver e sentir o que se passa com o paciente e, desta forma, é possível sensibilizar e mobilizar a equipe para as mudanças necessárias. Ao estabelecer a jornada do paciente (ou acompanhante ou profissional de saúde), temos uma imagem clara que nos impacta no emocional, motivando a busca por uma solução para melhorar a experiência destes clientes. E as equipes sabem solucionar. O que realmente precisamos é nos sensibilizar para isso e identificar com precisão em quais pontos do processo precisamos intervir para ter melhor resultado. A outra vantagem que vejo é na aplicação do método em si que propõe a ação e teste, mesmo que não tenhamos todas as informações, indicadores e amostragem estatística, enfim, todo o ferramental de informações que acabamos por “importar” das ciências da saúde, onde são absolutamente necessárias, mas que por vezes podem “travar” a gestão. A prototipagem é uma etapa muito poderosa de envolvimento da equipe e de apoio a decisão para as mudanças.

YC: O Centro de Treinamento InRad promove educação continuada, especialmente, em temas técnicos e assistenciais do setor e tem inovado com a inclusão de cursos voltados a tendências em gestão, como o Healthcare Design Thinking Lab e o Storytelling na Saúde. O que vem motivado vocês a inclusão de temas de gestão e quais cursos já programados para esse ano?

Dra. Marisa: A inclusão destes temas no Centro de Treinamento do InRad tem o objetivo de capacitar a gestão, principalmente, para a cultura da inovação. É no InRad que está sediado o Núcleo de Inovação Tecnológica do HCFMUSP e a equipe administrativa e de apoio tem convivido com projetos de inovação em parceria com o setor produtivo. Além destes cursos que você mencionou, estamos com um Curso de Capacitação de Startups para o Modelo de Negócios e pretendemos incorporar ainda mais alguns temas. Nós só incorporamos temas na grade de cursos depois que testamos e utilizamos os conteúdos. Esse é um dos valores do Centro de Estudos, ensinar o que praticamos.

YC: Na sua opinião, quem serão os profissionais de saúde do futuro? Quais as principais habilidades e competências a serem perseguidas?

Dra. Marisa: Tenho visto neste movimento de inovação e empreendedorismo que chegou na saúde a entrada de profissionais com diversas formações, como engenheiros, profissionais de TI, design, comunicação, entre outros. Tenho visto também empreendedores cuja base foi uma experiência pessoal de doença na família. E muitos têm sido bem sucedidos. Isso tem um potencial enorme de aprendizado mútuo e de crescimento do setor. Caberá ao profissional da saúde se abrir a estes novos membros que querem e já estão entrando no “clubinho”. Neste sentido, humildade para reconhecer que não é o dono absoluto de todo o saber da saúde e abrir uma escuta ativa tanto para esses outros profissionais como para os pacientes, será fundamental. Não bastará mais “pensar fora da caixa”; será importante explorar outras caixas e aprender nelas.

YC: Pensando na atuação da You Care, que tem como principal desafio estabelecer sinergias de ganho mútuo entre os participantes do setor para o desenvolvimento e implementação de estratégias de marketing e acesso que garantam o incremento de valor ao paciente, de que forma podemos contribuir no incentivo à educação continuada e inovação do setor?

Dra. Marisa: Nossa expectativa com a You Care é de divulgação de conteúdos e experiências. Acredito que a melhor forma de passar uma ideia é por meio de exemplos práticos compartilhados. E, para isso, o HCFMUSP e o InRad estão e estarão sempre disponíveis.

Sobre a Trampolim Academy
A Trampolim Academy é uma plataforma de experiências e conhecimento em Design.

Sobre o Centro de Treinamento do InRad
O Centro de Treinamento InRad é um espaço de difusão de conhecimento para profissionais da área da saúde e inovação.

  • 10 Mai, 2017
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